O Dia em que Concordei com Seth Godin

«Apesar disso, o meu blogue não tem comentários. Há duas razões para isso.
O primeiro, que é infantil, é que eu odeio ler frases rancorosas sobre minhas ideias, e ter comentários sobre o meu blog tornou mais difícil e difícil para mim postar, porque vivi com medo de trolls (os pequenos homens irritados que vivem sob a ponte ). A outra razão, mais prática, é que agora vivemos em um mundo onde muitas pessoas têm blogues. Então, se você tiver algo para dizer sobre alguma das minhas ideias, vá em frente, faça um linque no seu blogue para o meu e coloque isso no seu blogue.
O seu blogue não é anónimo. O seu blogue onde o seu comentário agora está em contexto com todos os outros comentários.
Os comentários escritos em blogues são, portanto, mais ponderados. E os trackbacks levam a uma maior credibilidade para a pessoa que comenta (e um pagerank mais alto) e também apresenta o meu blogue aos leitores do seu blogue.»

Seth Godin (1)

(1) Fonte: Who’s There? de Seth Godin.

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Para que é preciso guardar esse papel? Está tudo na Internet… Não

«No trabalho que eu e mais de uma centena de voluntários e amigos fazemos de recolha de documentos, objectos, imagens, recortes, etc., etc., é vulgar ouvir pessoas que desvalorizam as coisas físicas, em detrimento das suas digitalizações. Na recente campanha eleitoral autárquica era muito comum pedirmos aos candidatos e candidaturas os seus materiais e receber a resposta: “Está tudo na Internet” ou no Facebook, ou em qualquer outro suporte electrónico. E nós dizíamos: “Não, não é verdade.” E mesmo que muita coisa estivesse, muita coisa faltava. Podia haver a imagem de outdoor, mas não havia a fotografia da sua colocação numa praça ou rotunda, e escapavam t-shirts, canetas, cinzeiros, caixas de medicamentos, e chapéus (a novidade nos “brindes” da última campanha), que mostram linhas de desenvolvimento da propaganda política e do seu público, para além de não se saber o que é que tinha sido efectivamente publicado em papel, o que mostra que alguém deu relevância àquele panfleto e não a outro que apareceu apenas como entrada no Facebook. Sim, é importante ter toda a informação digitalizada disponível (ela própria mais perecível do que se imagina, como mostra o esforço do Arquivo.pt em arquivar os sites mortos), mas é igualmente importante ter a dimensão física, real e não virtual, daquilo que representa a actividade política, cultural e social, que é um retrato importante do nosso espaço público.

A seguir a dizer “Não, não está tudo na Internet”, acrescentamos: “Não é a mesma coisa.” E este segundo elemento é talvez até mais importante do que o primeiro. Na verdade, nós homens (ainda) somos uma entidade física real e não virtual. O nosso mundo depende dos nossos sentidos e do seu alcance, e o corpo humano é naturalmente imperfeito e, mesmo com os aparelhos e instrumentos que alargam os nossos sentidos, continuamos a ter um mundo que depende do que vemos e do que ouvimos e das noções de espaço e tempo de cada época. Esta última afirmação remete já para a existência de um espaço social que é uma construção histórica e cultural — não temos a mesma noção de espaço se formos europeus ou se formos chineses, os limites do público e do privado são distintos e “civilizacionais”, com o “encolhimento” actual da privacidade, e com o tempo também se passa a mesma coisa.
E mesmo esse tempo e esse espaço estão a sofrer nos dias de hoje uma profunda mutação com o domínio de uma sociabilidade da contínua presença (gerada pelo telemóvel e pelo software de mensagens) e pela enorme aceleração do tempo, com a hegemonia do tempo rápido induzido, por exemplo, pelos jogos de vídeo e pela prevalência por todo o lado da imagem em movimento, com um enorme efeito de desatenção e dificuldade de pensar em tempo lento, assim como a percepção obsessiva dos seus sinais na moda, na publicidade, na apologia da juventude, da novidade, da rapidez, e na ausência de tempo lento.

Voltando ao que se guarda e ao que se arquiva, “não é a mesma coisa” o analógico e o digital, o real e o virtual. Um exemplo que eu e os meus amigos recolectores conhecemos bem é o efeito poderoso do “real” sobre o virtual quando se trata de fazer uma exposição. Podemos ter um ecrã a passar filmes e imagens digitalizados, podemos ter hologramas, mas é o objecto físico, seja uma faixa com as suas dimensões gigantescas — não é fácil transmitir a noção do tamanho, a não ser… pelo tamanho — ou uma pequena escultura de cerâmica, feita na Vista Alegre, com um trabalhador esmagado pelo saco que transporta e que é uma peça de reclame dos cimentos Liz, que atrai a atenção, essa preciosa e rara qualidade.

O “diálogo”, se assim se pode chamar, entre um visitante e o material que é exposto é de natureza muito diferente, porque são duas entidades reais que se confrontam. O mesmo se passa quando restauramos um antigo copiografo e o fazemos funcionar para uma plateia de jovens que não fazem nenhuma ideia do que era escrever à máquina num stencil, corrigir os erros com verniz das unhas, saber que há coisas que não se podem fazer num stencil, como seja o excesso de sublinhados que diminuem a vida útil da folha encerada que acaba por se rasgar. Não há nenhuma virtude nem mérito em ter de fazer as coisas assim para produzir um panfleto clandestino, nem temos um átomo de nostalgia. Hoje é muito mais fácil, mais rápido e melhor com um computador, um processador de texto e uma impressora a laser, mas o conhecimento da história é mais rápido e profundo quando se lida com as coisas reais. É o mesmo com as reconstituições de batalhas mais rigorosas, muito comuns nos EUA, e o conhecimento de como se matava com arco e flecha, ou a vantagem das formações militares gregas antigas, e tudo isso depende e muito da dimensão física das coisas e da sua percepção.

E voltando ao “está tudo na Internet”, dá-se um efeito perverso de distorção da memória. Primeiro, por muita coisa que já esteja na Internet, a esmagadora maioria não está. Uma das pragas, por exemplo, do jornalismo dos nossos dias é a preguiçosa utilização dos motores de busca, ou, pior ainda, da Wikipédia, para “despachar” um artigo, deixando de fora informação preciosa porque está no arquivo de recortes do jornal, mas não em linha. Uma das coisas em que insistimos em preservar, e que “salvamos”, são os arquivos de recortes que são muito comummente deitados ao lixo. Esta redução da memória àquilo que está em linha, e mesmo assim muitas vezes mal procurado, acelera a dominância de uma memória colectiva muito curta, escassa e pobre.

E mais uma vez pode-se acrescentar: e “também não é a mesma coisa”. “Folhear” continua a ser um método mais eficaz de trabalhar com documentos, como colecções de recortes, por exemplo, em que o tempo humano da atenção e a facilidade de andar para trás e para a frente, de forma “fuzzy”, é muito eficaz para encontrarmos as coisas que não sabíamos que existiam. “Folhear” não substitui “procurar”, em que os instrumentos digitais são muito mais eficazes para informação precisa, mas adequa-se mais a investigar, ou sequer a conhecer um meio ou um contexto, que a “procura” não dá.

As ameaças à memória, a destruição acelerada dos sinais físicos da história (considera-se apenas o património monumental e mesmo assim mal), a pseudomodernidade que reduz tudo o que “existe” ao que está acessível a um motor de busca são uma praga dos nossos dias. Não é um resultado de qualquer evolução tecnológica inevitável, é um processo social e cultural que vai a par com a ascensão da nova ignorância, o predomínio da superficialidade, a crise da atenção, a adolescente obsessão do “já” e a substituição da conversação pela emissão de uma forma de apitos que dizem “estou aqui”. Eu e os meus amigos recolectores combatemos tudo isto, usando como bandeira (também nós…) o dito que a “preservação da memória do passado é uma arma da democracia do presente”. E é. Ámen.»
José Pacheco Pereira (1)

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Comentarium: Para reflectir.

Sou uma ávida utilizadora da Wikipédia mas convém não ter ilusões: não está tudo lá! Nem mesmo na Wikipédia em Inglês

(Quem diria eu, sabine, a citar José Pacheco Pereira!…)

(1) Texto publicado no Público, em 20/01/2018.

Ainda Catherine Deneuve

A propósito disto:
«Sim, eu amo a liberdade. Não gosto desta característica do nosso tempo em que qualquer um se sente no direito de julgar, de arbitrar, de condenar. Um tempo em que uma simples denúncia nas redes sociais gera punição, demissão e por vezes leva ao linchamento mediático»
«Aos conservadores, racistas e tradicionalistas, de todos os tipos e que estrategicamente me vieram apoiar, gostaria de lhes dizer que não me enganam. Eles não terão nem a minha gratidão nem a minha amizade, pelo contrário. Sou uma mulher livre e continuarei assim»

«Poderia dizer que me chegaram histórias de situações mais do que indelicadas e que sei de outras atrizes que sofreram nas mãos de realizadores que abusaram dos seus poderes. Simplesmente, não serei eu a falar em nome delas»

Catherine Deneuve (1)

Comentarium: Obviamente subscrevo estas palavras da actriz Catherine Deneuve.

(1) Fonte: Sapo 24.

Os Factos Que Marcaram a Nível Nacional em 2017

O maior acontecimento do ano foi o saborearmos todo o ano as consequências da austeridade e do Estado mínimo imposto pelo FMI e pela União Europeia. Este trago amargo vai continuar a ser servido durante 2018 e nas próximas décadas, estejamos descansados. Por isso o Estado não respondeu de maneira satisfatória a quase nenhum problema do País. E isto vai continuar a acontecer!

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Mas avancemos e detalhemos os principais acontecimentos de 2017:

  1. Pedrogão Grande e os incêndios de 15 de Outubro foram maus demais para ser verdade. As mais de 100 mortes são um dado horripilante. Fora os outros incêndios ao longo do Verão!

«Incêndios em Portugal no ano de 2017 fazem 116 vitimas mortais (o ano mais mortal de que há registo) e ainda 500 mil hectares de territórios destruído. Em consequência a ministra da Administração interna Constança Urbano de Sousa pede a demissão a 18 de Outubro (depois do Presidente Marcelo lhe ter aberto a porta de saída) e ficou a conhecer-se as fragilidades do Sistema Integrado de redes de emergência de segurança (SIRESP)» (Fonte).

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2. Nesta conjuntura, é normal os Bombeiros serem eleitos a personalidade do ano por mim:

a) Os bombeiros são heróis que morrem a lutar contra as chamas, para salvar vidas;

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b) A situação dos bombeiros é precária (como todas as outras em Portugal) e eles ganham menos do que deveriam ganhar;

c) Os bombeiros também são corruptos. Um exemplo: Uma teia de interesses entre bombeiros.

3. A seca extrema em Portugal (e Espanha)!

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97% do País encontra-se em seca extrema ou severa depois de um ano com mínimos históricos de precipitação.

4. O governo António Costa “Geringonça”:

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a) Ao longo do ano foram aparecendo as incongruências, erros e possível corrupção do governo PS de António Costa…

«O caso das armas de Tancos (e as tolas afirmações do ministro da Defesa e do presidente da Assembleia da República); a mudança repentina do Infarmed para o Porto (alguém tomou Kompensan a mais, só pode…); o prometer de mundos e fundos aos professores, com as outras corporações à espreita; a traição ao Bloco por causa da taxa das renováveis; e até o não assunto sobre o jantar da Web Summit, no Panteão; servem de exemplos da inépcia de António Costa e dos seus comandados.» (Fonte).

b) Os acertos do governo de António Costa: reposição de direitos e rendimentos dos trabalhadores, reformados e pensionistas. E ainda a saída do procedimento europeu por défice excessivo.

5. Os Bancos marcam sempre o ano em Portugal…

a) A venda do Novo Banco;

b) Mais de 300 agências bancárias fecharam portas este ano, ficando 1300 trabalhadores sem emprego.

6. Os novos F portugueses: Futebol, Fátima, Facebook e Festivais de Música! (Fonte)

a) O Papa Francisco visitou pela primeira vez Portugal e canoniza os beatos Francisco e Jacinta.

b) O Benfica sagrou-se pela primeira vez tetra-campeão nacional de futebol.

E Bruno de Carvalho venceu por 86,13% as eleições no Sporting. Em alguns balanços figurará como personalidade do ano, mas aqui serve para destacar o amor dos portugueses pelos maus líderes e (claro) pelo futebol.

c) O tempo excessivo que passámos nas redes sociais, sobretudo no Facebook, durante 2017!

d) Festivais de Música: a partir de Maio até ao final de Verão, não há Festival que falte no calendário de Norte a Sul do País!

8. Portugal corrupto: Operação Marquês, no caso EDP, no caso Vistos Gold, na Operação, viagens da GALP, caso da correspondência electrónica do Benfica, etc.

9. A luta pelo aumento do Salário Mínimo: ficou-se pelos 580 Euros!

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10. Mário Centeno como presidente do Eurogrupo é uma óptima ou péssima notícia? Em breve saberemos!

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11. O Portugal retrógrado e hipócrita está bom e recomenda-se:

a) «O juiz Neto de Moura atenua a pena de dois agressores (homens) por causa do adultério da vítima (mulher), num acórdão escrito no século XXI, como se estivesse no século XIX. Se calhar, a toga só lhe cabe na “cabeça de baixo”.» (Fonte).

b) Duas alunas beijam-se na Escola Secundária em Vagos e são chamadas pela direcção do estabelecimento.

12. Cristiano Ronaldo um fenómeno…

a) Graças ao Sporting Clube de Portugal, Manchester United e Real Madrid, Cristiano Ronaldo é o melhor jogador português de sempre (e um dos maiores da história do futebol). O ano foi novamente repleto de troféus individuais e colectivos – com destaque para a vitória na Champions.

b) Tal como todos os milionários mundiais, Cristiano Ronaldo sonhou fugir aos impostos. Mas em Espanha não lhe querem fazer vida fácil. O jornal espanhol El Mundo publicou recentemente declarações de Caridad Gómez Mourelo, responsável da unidade central de coordenação do Tesouro espanhol e especialista em crime fiscal. Caridad Gómez Mourelo destacou que a evasão fiscal do jogador do Real Madrid, que terá cometido quatro delitos fiscais, defraudou o estado espanhol em 14,7 milhões de euros e que terá sido voluntária. Para esta especialista Cristiano Ronaldo devia ser preso. (Fonte).

13. Violência e racismo continuam na moda…

«Os alegados actos de violência e racismo na esquadra da Cova da Moura, a par da selvajaria dos seguranças do Urban Beach e de uma discoteca em Cinfães, demonstram que afinal há quem só tenha testosterona e malvadez no cérebro.» (Fonte).

14. Salvador Sobral outro fenómeno, mas mais relutante…

Finalmente Portugal venceu o Festival da Eurovisão, com uma música de que não gosto muito, cantada por Salvador Sobral e composta pela sua irmã, a cantora de jazz Luísa Sobral. Salvador Sobral tornou-se para os portugueses um fenómeno:

a) Os seus fãs comportaram-se de forma tão acéfala que o próprio os criticou (e bem): “sinto que posso fazer qualquer coisa que vocês aplaudem. Vou mandar um peido para ver o que acontece” (Fonte).

b) “Amar pelos Dois” tornou-se genérico da novela brasileira Tempo de Amar.

c) O problema de coração de Salvador Sobral e a sua necessidade de um transplante tornou-se notícia, tanto nas revistas cor-de-rosa como na imprensa internacional.

d) A vitória portuguesa na Eurovisão foi contada em minissérie da RTP: Sem Fazer Planos Do Que Virá Depois

15. O sobressalto da Altice e a embaraçosa agonia da ERC…

16. A novela Manuel Maria Carrilho (ex-ministro da Cultura) e Bárbara Guimarães (apresentadora da SIC) teve muitos capítulos. Coitados dos filhos: eis o único comentário possível!!

17. Boom do turismo ou a herança da austeridade…

a) É bom Portugal ter muitos turistas e ser o vencedor dos World Travel Awards 2017? É! Mas existe um lado M de Mau disso…

Entre as heranças da austeridade, a abertura de monumentos nacionais para tudo quanto é eventos! O patrão do Web Summit quer um jantar no Panteão? ‘Bora lá! É legal e tudo!! (estou a ser irónica).

b) Alojamento local: um problema com muitas soluções, mas parco em consensos (Fonte).

18. Aprovação do projecto lei do BE e PAN em que é permitida a entrada de cães e outros animais de companhia nos restaurantes. A sério??

19. Os imitadores das técnicas de Trump e da Alt-Right em Portugal…

André Ventura usa a bandeira anti-ciganos para obter votos, em Loures, e procura chamar a atenção nas autárquicas. Esse é o exemplo mais conhecido. Mas há gente mais descreta, que quase passa desapercebida…

20. Cristina Ferreira ou o fenómeno continua…

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Cristina Ferreira continua a ser um génio do marketing, sobretudo ajudada pelos fãs dos seus (secantes e horríveis) programas de televisão. Fechou a sua revista para depois voltar a abri-la. Cristina Ferreira e a sua equipa (é preciso não esquecer que há uma equipa) criaram capas propositadamente polémicas para vender. Pelo meio, satisfizeram alguns egos e fizeram campanhas por boas causas…

  1. “E Se Fosse Consigo? “ com Conceição Lino…

«O programa de Conceição Lino na SIC vai numa nova temporada seguindo a mesma fórmula: confrontar os portugueses com os seus preconceitos. Continua a ser um sucesso de audiência, com um milhão de portugueses a verem o programa, o que significa que é mais eficaz que muitas campanhas anti-discriminação. Assédio sexual, transexualidade e homoparentalidade foram alguns dos temas abordados nesta temporada.» (Fonte).

  1. Hóquei e Atletismo:

a) A Selecção Portuguesa de Hóquei em Patins consegue um honroso 2º lugar no Mundial do Japão.

b) Inês Henriques conquistou em Agosto a medalha de ouro nos 50 quilómetros marcha dos Mundiais de atletismo.

c) Luís Gonçalves, nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, conquistou o bronze na final dos 400 metros T12 (deficiência visual), com o tempo de 49,54 segundos.

  1. Surtos de Legionela, Sarampo e hepatite A voltam a matar!images
  2. Não esquecer Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente dos afectos ou o presidente “com a escola toda”….

Marcelo afirmou-se como a personalidade com mais credibilidade para consumo interno à base de beijinhos e abraços, conforme prometeu em campanha eleitoral. E conforme herança familiar… Óptimo para quem gosta do estilo, o que não é o meu caso.

Que ele tem a “escola toda”, expressão popular, não há duvidas e os próximos tempos confirmarão isso.