Dia da Mulher (crónica triste) (08-03-2015)

Instituido em 1910, o Dia da Mulher continua a fazer sentido ainda hoje pelas piores razões! As estatísticas da violência doméstica, matrimónios impostos e direitos das mulheres trabalhadoras mostram números assustadores!
Se é verdade que há alguns anos entraram definitivamente no mundo do trabalho, hoje estão a ser empurradas de volta a casa!
Ao mesmo tempo a mulher que está em casa, a cuidar dos filhos, é vista como mandriona. Ninguém a respeita ou valoriza! O trabalho que faz a cuidar da casa, do marido e dos filhos não é visto como trabalho, mas como obrigação!
Ao mesmo tempo as mulheres encontram todos os dias obstáculos aos seus direitos tanto nos homens como nas outras mulheres.
É bom existirem chefes no feminino, mas temos de começar a perceber que às vezes há mulheres que não respeitam os direitos das outras!
Acabo desejando que Dia da Mulher e o Dia do Homem sejam todos os dias!

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Rumo a Terceira Guerra Mundial?


Qual é o pape d@s portugueses no futuro?

Leituras: Escolher a verdade incómoda

Christopher ProbynGeorge Orwell palavras livro Christopher Probyn era um funcionário público à beira da aposentação, cheio de medo de uma reforma de privações ou do desemprego. Para além disso, tinha a mulher doente que precisava de cuidados. Por isso aceitou sem pestanejar uma proposta do ministro dos Negócios Estrangeiros ultracorrupto para ser “telefone vermelho” numa operação ultrassecreta “comandada” por uma empresa privada de venda de informações. Objectivo declarado: morte de um terrorista. Objectivo conseguido: morte de inocentes. Christopher Probyn acabou promovido e o ministro afastado.

Tony Bell era um diplomata ambicioso, que defendia tudo o que fosse necessário para se dar bem, mesmo que isso contradissesse totalmente as suas convicções. Por isso conseguiu chegar a chefe do gabinete do ministro referido atrás. Mas foi precisamente nessa altura que os escrúpulos calados se começaram a ouvir e por isso acabou por cair em desgraça.

Anos mais tarde, Christopher Probyn, a sua filha Emily e Tony Bell começam a investigar a tal operação ultrassecreta, chegando a conclusões assustadoras. Por fim, Tony Bell decide revelar toda a verdade, usando o telemóvel topo de gama que possui, o que terá consequências muito más para si mesmo. O desemprego e/ou a morte aproximam-se. Mas ele escolhe a verdade.

Este romance passa-se nos últimos anos do blairismo na Grã-Bretanha, sob governo de Gordon Brown. Mas dado que é um romance sociedade de vigilância permanente onde o neo-liberalismo é o rei, poderia passar-se hoje nos Estados Unidos, em todos os países da Europa e nalguns países de outros continentes agora.

Leitura de: John le Carré, Uma verdade incómoda (Lisboa, Dom Quixote, 2013)

Fonte da Imagem: Cite um Livro.

Última Actualização: 08/08/2013

Do desmantelamento da democracia usando técnicas inovadoras em Portugal, no século XXI

Graças às técnicas inovadoras vindas de cérebros ultra-inteligentes, podemos hoje escrever, com tristeza mas com certezas, que a democracia acaba de ser morta em Portugal pelo neo-liberalismo.

Mas vai demorar muito a ser notado no dia-a-dia das pessoas, porque a coisa será feita lei a lei, pessoa a pessoa.

Avisem-nos, portanto, quando sua excelência o presidente da República, Cavaco Silva, deixar de apelar ao consenso e de mandar prender quem o manda ir trabalhar.

Avisem-nos quando sua excelência, Paulo Portas, deixar de fingir que se opõe às medidas tomadas pelo governo de que faz parte.

Avisem-nos quando suas excelências digníssimas Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar & restante governo deixarem de fazer golpes de teatro diários.

Avisem-nos quando a excelentíssima União Europeia, a digníssima Alemanha, o emigrante de luxo e orgulho dos portugueses (a) Durão Barroso e restantes dignidades e excelências não mencionadas mas que poluam no espaço europeu tornando-o mais inovador e respeitável, pararem com os discursos que fazem a fingir que são muito contra tudo o que se passa em Portugal.

Avisem-nos quando os funcionários do FMI, provavelmente as pessoas mais perspicazes à face da Terra, deixarem de emprestar dinheiro a Portugal e de cobrar juros criminosos pelo empréstimo e de sugerir estratégias para acabar com o que resta da democracia em Portugal. Isto depois de um relatório recente, muito constrangedor, a explicar como conseguiram fazer muita coisa (ou tudo) mal na Grécia.

Avisem-nos quando o muitíssimo sereno e altamente democrático António José Seguro decidir fazer oposição e apresentar uma ideia do tipo deixar de pedir mais dinheiro à União Europeia e renegociar a dívida.

Avisem-nos quando o(s) governo(s) deixarem de usar a(s) greve(s) para aumentar a repressão e a manipulação.

Avisem-nos quando existir um governo português que seja patriota mas não fascista.

Avisem-nos quando os portugueses acordarem.

(a) Portugueses cegos intelectualmente, claro.

Última Actualização: 19/06/2013