Neoliberalismo, o caminho sombrio para o fascismo

«O neoliberalismo como teoria económica sempre foi um absurdo. Tinha tanta validade quanto as ideologias dominantes do passado, como o direito divino dos reis e a crença fascista no Übermensch . Nenhuma das suas alardeadas promessas era remotamente possível. Ao concentrar a riqueza nas mãos de uma elite oligárquica global – oito famílias detêm hoje …

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Leituras: Sinais de Fogo ou juventude irrequieta!

“No meu tempo é que era bom, a juventude de hoje em dia não presta…”: diz-se de vez em quanto. Eu mesma digo. Fiquei a pensar nessa expressão depois de ler pela segunda vez Sinais de Fogo. Ah pois: não é um livro fácil de ler. Li a primeira vez em Julho e reli de …

A violência de não haver dinheiro para pagar a renda

«A pobreza não é uma estatística. É uma realidade. Ainda assim lá estava chapado em alguns jornais na última quarta-feira, dia internacional de erradicação da pobreza: dados recentes apontam para a existência de perto de dois milhões de portugueses que são pobres. Dois milhões. Muitos com emprego. Outros excluídos de qualquer disposição social. E depois existem …

Leituras: O cânone ocidental, de Harold Bloom…

Harold Bloom é um crítico literário norte-americano e é professor na Universidade de Yale. E é um defensor ferrenho da literatura formalista (a arte pela arte). Harold Bloom defende neste livro que existe um “cânone” de livros de literatura que todas as pessoas deviam ler. Por isso estabelece uma lista cujas únicas preocupações são estéticas. …

Leituras: Os mundos de António Variações…

Gosto de ouvir Quero É Viver, Muda de Vida e Estou Além, por isso quando me desafiaram a ler um livro relacionado com música escolhi esta biografia de António Variações (1944-1984). Manuela Gonzaga é uma jornalista com formação em história e escritora. Tem escrito biografias, literatura juvenil, romances, contos e até ensaios. A autora conheceu …

Leituras: Ficção e autobiografia nos dois primeiros livros de António Lobo Antunes

António Lobo Antunes é hoje um dos maiores escritores portugueses vivos (ele na sua imodéstia também acha e publicita-o nas entrevistas que dá). Mesmo se não tivesse escrito mais nada relevante depois destas duas obras de que vou falar, ambas publicadas em 1979, só por elas já merece todos os prémios. Nestes dois romances - …