Os Linques da Semana 24 de Novembro

Nasce assim uma rubrica de periodicidade irregular neste blogue…

Sobre Bibliotecas:

O programa da SIC Contas-Poupança lembrou-se das bibliotecas como sítio onde é possível poupar… Bem lembrado!!

Vale a pena ler: A utopia das bibliotecas ideais.

Sobre a Leitura e a Literatura:

Ler. essa coisa simples e complicada

A literatura está em declínio?

Nazismo: os portugueses também fazem parte da história…  “Os trabalhadores forçados portugueses no III Reich”. Exposição mostra aspetos inéditos

Um bom governo toma más decisões: Rastreio do cancro da mama passa dos 45 para 50 anosDecisão de mudar Infarmed para o Porto é ilegal. Será que estas más decisões vão ser revistas? Será que as más decisões vão continuar?

Importamos modas dos Estados Unidos ao metro… Haloween, Black Friday… Qual a seguinte?? Para quem se preocupa com o ambiente: Black Friday: a poupança que vai sair muito cara (a todos). Há quem opte, e bem, por Um dia sem compras contra a Black Friday.

Vale a pena ler Avaliação: subjectividade e perversidades.

Portugal e Espanha em seca… Muito preocupante!!

Portugal em seca extrema e com precipitação “muito inferior ao normal”

La brutal sequía que sufre España en una sola imagen

África:  Leilão de escravos na Líbia causa indignação em toda a África (e no mundo) e Deputados angolanos ficam sem carros de luxo.

Açúcar: A indústria do açúcar está há décadas manipulando a ciência.

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Hoje lembrei-me de Gilles Lipovetsky

«Anunciou-se precipitadamente o fim da sociedade de consumo quando é claro que o processo de personalização não para de lhe alargar as fronteiras. A recessão presente, a crise energética, a consciência ecológica não são o toque de finados da sociedade de consumo: estamos destinados a consumir, ainda que de outro modo, cada vez mais objectos e informações, desportos e viagens, formação e relações, música e cuidados médicos. É isso a sociedade pós-moderna: não o para além do consumo, mas sua apoteose, a sua extensão à esfera privada, à imagem e ao devir do ego chamado a conhecer a obsolescência acelerada, da mobilidade, da desestabilização. Consumo da sua própria existência através dos media desmultiplicados, dos tempos livres, das técnicas relacionais, o processo de personalização gera o vazio em technicolor, a flutuação existencial na e pela abundância de modelos, mesmo que condimentados de convivialidade, de ecologismo, de psicologismo. Estamos na segunda fase da sociedade de consumo, cool e já não hot, consumo que digeriu a crítica da opulência.»

Gilles Lipovetsky

Leituras: Um relatório sobre analfabetismo funcional já antigo

250xEste é um relatório sobre a situação do analfabetismo funcional em vários países da OCDE. Trata-se de um estudo realizado por Lauren Benton e Thierry Noyelle, do Eisenhower Center of Conservation of Human Resources, da Universidade de Columbia (Nova Iorque, Estados Unidos).

De acordo com os autores do relatório, o ponto de viragem aconteceu na década de 1970, quando se passou do taylorismo do pós-guerra à internacionalização, com maior concorrência entre países. Nesta situação, passou a ser exigido dos empregados mais e a alfabetização tornou-se uma questão política. Neste contexto começaram as pesquisas nos vários países sobre alfabetização, que se depararam com vários obstáculos.

Os autores apresentam várias definições de alfabetização funcional. Destaco a da UNESCO:

«uma pessoa funcionalmente analfabeta é requerida para uma actuação eficaz em seu grupo e comunidade, e que lhe permitem, também, continuar usando a leitura, a escrita e o cálculo a serviço do seu próprio desenvolvimento e do desenvolvimento de sua comunidade».

Portanto, uma pessoa pode saber ler e escrever e ser analfabeta funcional. Isso é um problema.

Na década de 70 e 80 do século XX vários países fizeram inquéritos ao analfabetismo funcional: Estados Unidos, Canadá e França. Outros optaram por não fazer nenhum inquérito à população, avançando primeiro com programas nacionais para o seu combate.

Para além disso, nos Estados Unidos, Canadá e Suécia alguns governos locais (de municípios e/ou de províncias) e algumas associações locais conceberam programas para a promoção do analfabetismo funcional. A França e a Alemanha (na altura RFA) preferiram esperar por directivas nacionais.

Os autores do relatório apelam a que sejam feitos mais estudos para contabilizar os custos para as empresas do analfabetismo funcional. (Na altura) Contava-se também com a participação dos sindicatos nestes estudos e na promoção da alfabetização funcional.

Em anexo os autores colocaram o Inquerito sobre as Capacidades de Leitura e de Escrita Utilizadas no Quotidiano (ECLEUQ), realizado no Canadá em 1989. Penso que eles o consideram o melhor inquérito sobre o tema até à data (1992, data de edição deste relatório).

Este é portanto um livro útil para quem como eu trabalha numa biblioteca pública, apesar de datado.

Alguém sabe qual é o “estado da arte”, em 2017, do Analfabetismo Funcional?

Leitura de: OCDE, Analfabetismo funcional e rentabilidade económica (Rio Tinto, Asa, 1992)

Cidadãos não são jornalistas

A Imagem:

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O meu Comentário:
Inicialmente partilhei esta imagem no Facebook por concordar com ela. Mas mudei de opinião!
As pessoas (Cidadãos) não têm o dever de procurar ouvir os dois (ou mais) lados da notícia para alcançarem a verdade. Isso é dever dos jornalistas.

As pessoas (no Facebook e fora do Facebook) são todos os dias “bombardeadas” com notícias sensacionalistas e opinião disfarçada de informação. Para além disso têm sites e blogues com notícias falsas, desactualizadas e ainda sítios de anedotas disfarçadas de notícias.

Por isso as pessoas (Cidadãos) devem cultivar o sentido critico e a literacia da informação.

Mas não podem sem obrigados a desfazer-se de repente das suas  crenças e a ser “objectivos”. Esse é o papel dos jornalistas!