A minha visão para Leiria

Hoje é dia de eleições autárquicas. Não fiz parte de nenhuma lista nem apoio nenhum movimento. Apoio apenas ideias. São elas que ficam aqui, neste texto. Se alguém as quiser copiar e usar está à vontade.

Leiria Cidade

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– Não me parece boa ideia construir um pavilhão multiusos junto ao estádio. No máximo, construir um pavilhão multiusos NO topo norte do estádio. E menos estacionamento a pagar.
– Retirar o drive in do McDonald’s do local onde se encontra, causando caos na estrada nos dias de mais afluência.
– Implementar no edifício da Pousada da Juventude, no Terreiro, um programa de residências artísticas.
– É necessário mais estacionamento e uma melhor rede de transportes públicos que faça boas ligações às freguesias.
– A câmara não deve permitir mais centros comerciais no concelho, para além dos já aprovados até 2017. E deve apoiar, sempre que possível, o comércio tradicional.
– Instalação da Loja do Cidadão no Edifício O Paço.
– Estádio mantém actuais usos: é mau ter um estádio assim, mas as ideias alternativas são piores.
– Requalificação e manutenção das ruas da cidade
– Arranjar alternativas de estacionamento e transportes públicos para retirar carros do Bairro dos Capuchos.
– Requalificação do percurso Polis.
– Mais limpeza do rio Lis.
– Lutar pela criação da Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas, paga e controlada pelos podes públicos.
– Renovação do actual mercado municipal, não construção de um novo.
– Arranjar formas de fixar mais pessoas no centro histórico. «O nosso trunfo tem de ser a qualidade de vida. A dinâmica cultural. Bons restaurantes e boa hotelaria. Uma noite atractiva. Acho muito mais importante garantir condições aos Leirienses, às pessoas do distrito e arredores, para se fixarem cá.» Ricardo Graça.
– «Criar uma identidade para a cidade. E, já que há a febre de sermos capital de alguma coisa (já somos de distrito mas às vezes não parece). Vamos ser a capital da sustentabilidade. Vamos apoiar a compra de carros eléctricos. Vamos fornecer bicicletas eléctricas aos munícipes. Vamos forrar os telhados públicos de painéis solares. Vamos fechar ruas ao trânsito. Ou então vamos ser a capital da Morcela de Arroz, ou da Brisa do Liz. Marketing meus senhores, marketing. Vamos ser a capital da música, temos carradas de bandas, achamos que mais nenhuma cidade tem tantas bandas e tão boas. Vamos criar condições para que ainda sejam mais, ou mais reconhecidas. Vamos criar salas de ensaio, um estúdio de gravação com condições, uma sala de concertos.» Ricardo Graça.
– Fazer campanha permanente para tornar o Instituto Politécnico de Leiria uma Universidade.
– Criar um centro empresarial ou um casino no Edifício da EDP. Não construir aí um museu.
– Mudar a PSP de sítio e aquele espaço poder servir de estacionamento para quem vai ao castelo, para quem vai ao centro histórico.
– «Não precisamos do aeroporto em Monte Real, também porque já se fala nisso há 20 anos e na verdade foi um dossiê que nunca avançou.» Ricardo Graça
– Construir o Jardim da Almuinha Grande.

Leiria Concelho, ou seja, freguesias

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(Engraçado constar que a maioria dos debates entre candidatos à gestão do município se tem ficado por Leiria Cidade. Depois em cada freguesia é disputada separadamente. Não deveria ser assim: um bom programa autárquico deveria contemplar TODAS as freguesias.)
– Fazer manutenção e melhoria nas condutas de água canalizada. Não privatizar a água do concelho.
– Requalificação e manutenção das ruas do concelho.
– Assegurar um médico de família para todos os cidadãos do concelho
– Promover a economia circular
– Arranjar postos de recolha de monos (vulgarmente conhecidos por “monstros”, os lixos de grande dimensão como máquinas de lavar, colchões, móveis, etc.) em cada freguesia
– Seria interessante que as freguesias se entreajudassem entre si: criando sinergias.
– Seria importante voltar ao mapa das freguesias anterior a 2013. As “Uniões de Freguesias” não fazem sentido.
– Todas as freguesias necessitam de obras de melhoramento, mas normalmente só as que são do mesmo partido que está no município as têm. Esta crítica é valida para todos os executivos camarários no pós-25 de Abril.
– Deve ser criado um plano para o Concelho que contemple todas as freguesias, com infra-estruturas e melhoramentos a fazer em cada uma delas.
– Requalificação urbana (da antiga freguesia de) Marrazes
– Criar espaços verdes nas urbanizações sem eles (na antiga freguesia de) Marrazes
– Construção de mais passeios em todas as freguesias
– Concluir o saneamento básico em todo o concelho
– Arranjar formas de fixar mais pessoas nas aldeias / freguesias
– Inventariação de casas devolutas e património degradado em todo o concelho
– Criação de uma bolsa de arrendamento
– Manutenção de estradas e redes viárias
– Reivindicar a manutenção dos Postos Médicos existentes e mesmo a contratação de mais médicos de família.
– Reabrir as Termas de Monte Real.
– Criar Ciclovia Bajouca-Monte Redondo-Coimbrão-Praia (14 Km)
– Requalificação da Linha do Oeste e criação de condições para que todos os leirienses passem a usar mais o comboio.

– Política cultural:
a) Eventos do município também nas freguesias;
b) Menos eventos organizados pelo município, mais espaço às associações do concelho;
c) Apoio equitativo a todas as associações;
d) Arranjar formas da Leiriagenda digital chegar a mais pessoas;
e) Arranjar formas da Leiriagenda em papel chegar a mais pessoas;
f) Candidatar Leiria a Capital Europeia da Cultura em 2027;
g) Adquirir a casa onde viveu Eça de Queirós e instalar uma casa museu;
h) Retomar um Festival de Jazz anual no concelho;
i) Continuar a apoiar as editoras locais e os escritores leirienses.

 

Inspirado em…
– Maria Anabela Silva, “O pavilhão da discórdia, um casino e uma parada gay” In Jornal de Leiria, 28/09/2017;
– Ricardo Graça;
– Propaganda política de todas as forças partidárias concorrentes ao concelho de Leiria às eleições autárquicas no ano 2017.

 

Última Actualização: 03/10/2017

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Notas (de uma portuguesa) de visita em Lisboa (Setembro de 2017)

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1. Lisboa está melhor em termos urbanos. Mais passeios!
2. O executivo camarário de Fernando Medina (PS) pensou a cidade para os turistas, não para os residentes. Por isso aquilo que me causa alegria quando passeio por Lisboa causa problemas a quem cá vive.
3. Se os residentes não foram tidos em consideração, muito menos terão sido as pessoas que vivem noutros municípios mas trabalham em Lisboa. Aparentemente não há politico que pense nestas pessoas. Para que servem as comunidades intermunicipais?
4. Parece que Fernando Medina pediu às famílias para tentarem ter apenas um carro. A ideia é muito boa, mas parece-me que foi planeada fechado num gabinete, com pouco contacto com a vida real. Que motivações as pessoas têm para deixarem de usar carro? Os transportes públicos são caros. As pessoas precisam de fazer compras e as lojas são longe. Isso entre outros aspectos que não foram tidos em consideração.
5. Gostei da nova face da Biblioteca Municipal das Galveias.
6. Lisboa está-se a tornar cada vez mais cara para os portugueses. As três coisas mais caras:
a) Alojamento
b) Transportes
c) Comida: Comer em restaurantes ou pastelarias é muito caro. Mas também fica caro ir ao supermercado.
7. De acordo com os cartazes expostos, todos se candidatam ao governo de Portugal. Ou isso ou descentralizar muitas responsabilidades do governo para os municípios não é boa ideia.
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O Legado da Década de 1960

mw-860.jpgA revista Visão de inícios de Agosto trouxe em destaque o ano de 1967 e o que mudou nesse ano nos Estados Unidos e depois no mundo. Eu achei o tema interessante e fui pesquisar um pouco mais:

Cultura da droga emergente na classe média

Desde a década anterior que as drogas faziam parte da vida dos jovens – e menos jovens; mas  existiu um clímax nesta década.

– Pacifismo

O movimento contra a guerra do Vietname colocou na moda o pacifismo, que não saiu de moda até hoje

– Consciência Ecológica

Hoje a ecologia tornou-se um estilo de vida: mas muitas ideias-base apareceram na década de 60 do século XX.

– Feminismo

A “segunda onda” do feminismo começou na década de 1960 nos Estados Unidos e espalhou-se por todo o mundo ocidental e além; nos Estados Unidos, o movimento durou até o início da década de 1980; a segunda onda do feminismo ampliou o debate para uma ampla gama de questões: sexualidade, família, mercado de trabalho, direitos reprodutivos, desigualdades de facto e desigualdades legais.

– Vida em comunidade

A cultura hippie rejeitava a  “corrente principal” de ideias (ou seja, o mainstream) e ambicionava mudar a sociedade vivendo fora dela. Por isso comunas, coletivos e comunidades intencionais recuperaram a popularidade durante esta época

– O “Generation Gap”

A divisão percebida inevitável na visão de mundo entre o velho e o novo, talvez nunca foi maior do que durante a era da contracultura. Foi usada cada vez mais para dividir as pessoas, tanto em termos de consumo como em termos políticos.

– Nova Esquerda

«A Nova Esquerda é um termo usado em diferentes países para descrever os movimentos de esquerda que ocorreram em 1960 e 1970. Eles diferem dos movimentos esquerdistas anteriores que tinham sido mais orientados para o trabalho de ativismo, e em vez disso adotando ativismo social.» (da Wikipédia)

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– Movimentos Alternativos de Educação

A ideia de promover o ensino em casa, de experimentar a Pedagogia Waldorf, entre outras, virou moda nessa altura e ainda hoje dá dores de cabeça.

– A Libertação Gay dá os primeiros passos

«A Rebelião de Stonewall foi uma série de violentas manifestações espontâneas de membros da comunidade LGBT contra uma invasão da polícia de Nova York que aconteceu nas primeiras horas da manhã de 28 de junho de 1969, no bar Stonewall Inn, localizado no bairro de Greenwich Village, em Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos. Esses motins são amplamente considerados como o evento mais importante que levou ao movimento moderno de libertação gay e à luta pelos direitos LGBT no país» (da Wikipédia)

– Nova forma de fazer arte: o Happening (Acontecimento)

«Apesar de ser definida por alguns historiadores como um sinônimo de performance, o happening é diferente porque, além do aspecto de imprevisibilidade, geralmente envolve a participação direta ou indireta do público espectador. Para o compositor John Cage, os happenings eram “eventos teatrais espontâneos e sem trama”.» (da Wikipédia)

– Internacional Situacionista

«A Internacional Situacionista (IS) foi um movimento internacional de cunho político e artístico. O movimento IS foi ativo no final da década de 1960 e aspirava por grandes transformações políticas e sociais. A primeira IS foi desfeita após o ano de 1972» (da Wikipédia)

– Muita música: pop, rock psicadélico, estilo experimental, protopunk (antecedente do punk), free jazz, etc.

– Cinema: Nouvelle vague em França; nos Estados Unidos a revogação do Código Hays (ou Motion Picture Production Code) mudou a face do cinema

Tecnologia: o Apple Computer surge como ícone contracultura

– Religião, espiritualidade e ocultismo

«Muitos hippies rejeitaram integrar a organização religiosa em favor de uma experiência espiritual mais pessoal, muitas vezes com base em crenças indígenas e populares. Se eles aderem a crenças tradicionais, hippies eram susceptíveis de abraçar Budismo, Taoísmo, Hinduísmo, Unitário-Universalismo e o Restauracionismo Cristão do Movimento de Jesus. Alguns hippies abraçaram neopaganismo, especialmente Wicca.» (da Wikipédia)

 

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Trazer a ecologia para o dia-a-dia

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Ecocasa – dúvidas sobre resíduos
Hipermercados Continente prejudicam o ambiente passando os seus produtos para embalagens de plástico.
Como separar o lixo na Alemanha
Em Campolide paga-se e compra-se em lixo
Lojas de Roupa Em Segunda Mão Para se Perder em Lisboa e no Porto
Austrália abre supermercado gratuito apenas com produtos que seriam descartados

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