Como disse anteriormente, em 2018 de uma maneira geral só li bons livros. Decidi escolher para esta lista obras de autores que nunca tinha lido e que se destacaram.
– Pensar, depressa e devagar, de Daniel Kahneman – opinião
Este foi um livro muito desejado, que me foi oferecido no Natal de 2017. Este livro é uma síntese das suas investigações no âmbito da psicologia cognitiva e social. Para além das qualidades do livro em si, acabei por tropeçar em referências a este autor (e às vezes a este livro também) nas leituras que fazia de outros autores.
– Romance da Raposa e O Malhadinhas, de Aquilino Ribeiro – opinião
Aquilino Ribeiro, escritor da Beira e da ruralidade! Vale a pena ler este autor.
– A mão esquerda das trevas, de Ursula K. Le Guin – opinião
Temas tratados: os efeitos de sistemas sociais e políticos diferentes, a questão do género, lealdade e traição e a comunicação entre pessoas. Ursula K. Le Guin é extraordinária a analisar o ser humano.
– Novas Cartas Portuguesas, de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa – opinião
Novas Cartas Portuguesas são o (único?) clássico feminista português. Neste livro o apelo erótico é constante. E é um livro-manifesto. Estas três autoras convidam a mais leituras futuras.
– Sapiens, de Yuval Noah Harari – opinião
Sabes que um autor está na moda quando a até a pessoa que menos esperavas fala dele. E este livro convida-nos a reflectir acerca do que foi, até agora, a história da humanidade.
– Cisnes selvagens : três filhas da China, de Jung Chang – opinião
A história de uma família chinesa desde o início do século até 1976 que é também a história da China. E a história de três mulheres. Mostra como se o comunismo foi benéfico inicialmente, tornou-se depois perverso.
– Quando a China Mandar no Mundo, de Martin Jacques – opinião
Martin Jacques é um jornalista, editor, académico e politico britânico. Já foi militante do partido comunista. Um dos livros mais controversos e interessantes que li este ano.
– Não leias este livro, de Donald Roos
Donald Roos é designer e neste livro dá ideias acerca melhor forma de planear as suas tarefas, seja no trabalho ou na sua vida pessoal. A ideia é criar uma lista de tarefas-a-não-fazer: quando aprendemos a dizer “não” com regularidade, somos mais eficazes e produtivos.
– Parar, de David Kundtz
Sinopse: «Parar é uma técnica simples e fácil de “não fazer nada”, na medida do possível, durante um determinado período de tempo (um segundo ou um mês), para recordar quem somos e conseguirmos prosseguir de uma forma mais calma e perspectivada.»
Leio livros de auto-ajuda, mas raramente me convencem. Este livro merece estar nesta lista: vale mesmo a pena lê-lo!
E o melhor do livro é que o autor diz que se pode Parar com a ajuda de um guru (retiros, coachs, etc.) mas também podemos fazer isso sozinhos, sem ajuda de ninguém. Este livro decerto inspirou muitos gurus de auto-ajuda mas pode inspirar qualquer pessoa.
– Os Homens Que Odeiam as Mulheres, de Stieg Larsson (1º vol. Da saga Millenium) – opinião
Este livro apresenta os protagonistas da trilogia: o jornalista mulherengo Mikael Blomkvist e a hacker estranha Lisabeth Salander. Centra-se no caso Harriet Vanger e a história policial é fantasticamente contada.
– Sinais de fogo, de Jorge de Sena – opinião
“No meu tempo é que era bom, a juventude de hoje em dia não presta…”: diz-se de vez em quanto. Sinais de fogo não é um livro fácil de ler mas vale a pena. Um misto de ficção e autobiografia.
Última Actualização: 08/01/2019