Nassim Nicholas Taleb é escritor, um negociante nas bolsas de valores (trader) e um erudito em regime de autodidacta, com uma abordagem multidisciplinar acerca das probabilidades. Apaixonado por estatística, tem desenvolvido trabalhos no âmbito da aleatoriedade, probabilidade e incerteza. Escreveu vários artigos científicos sobre estes temas. O Cisne Negro foi o seu segundo livro.

Neste livro Nassim Nicholas Taleb assume-se como filosofo, e dentro da filosofia como céptico empírico. A sua personalidade caótica, autodidacta, erudita e controversa espelha-se ao longo das páginas: tem, por exemplo, um capítulo onde elogia a capacidade de inovar constantemente dos norte-americanos.
Nassim Nicholas Taleb é amigo de Daniel Kahneman por isso podemos imaginar este livro em diálogo com Pensar, Depressa e Devagar (livro que foi escrito depois).
Embora desconfie das narrativas (e consiga ate demonstrar porque todos devemos desconfiar) cada capítulo deste livro é uma história muito bem contada, que merece uma leitura. Contem várias histórias pessoais e diversas reflexões científicas.
Marx escreveu: «Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diferentes maneiras; mas o que importa é transformá-lo». Pois bem, Nassim Nicholas Taleb procura neste livro, de uma maneira filosófica, transformar o mundo.
Porque todos os profissionais devem ler este livro? E porque todos os bibliotecários devem ler este livro?
O cepticismo é coisa boa em todas as profissões.
Os bibliotecários devem conhecer todas as tendências mas verem para além delas. É preciso saber quando uma tendência não leva a lado nenhum. Saber distinguir o essencial do acessório.

