Poetry Slam Leiria ou como me tornei aprendiz de poeta

Este ano de 2017 ficará marcado pelo evento Ronda Poética, realizado em Leiria, numa organização conjunta entre Jornal de Leiria e Câmara Municipal de Leiria (Município de Leiria), em colaboração com várias entidades e intervenientes.
Sempre gostei de poesia, mas nos últimos anos tinha deixado de ler. E apenas tinha escrito um poema na vida!
Foi então que participei em alguns eventos da Ronda Poética, entre eles o Workshop de Poetry Slam no Atlas Hostel Leiria. Treinando eu a arte de falar em público no Leiria Toastmasters Club, pareceu-me natural este passo seguinte.
Aí conheci a Carla Veríssimo e o Pedro Silva (entre outras pessoas, mas tenho de destacar estes nomes). Não pude estar até ao fim do Workshop, mas gostei do que vi. Escrevi os meus primeiros poema-desabafo. Também não participei no 1º Poetry Slam Leiria, mas ver as fotografias dessa tarde/noite é muito inspirador, ainda hoje.
Depois participei no Microfone Aberto, da Sessão Demonstrativa do Poetry Slam Leiria, na FNAC, onde disse os poemas que escrevi no Workshop. Foi uma sessão muito inspiradora, onde pude ver a forma como a Carla Veríssimo e o Pedro Silva viviam os seus poemas em batida. Conheci muitas pessoas interessantes nessa Sessão, entre elas Sílvia Tavares e Júlia Rodrigues, duas pessoas cuja idade nos faz aprender todos os dias.
Depois participei, como júri, no 2° Poetry Slam Leiria, na Acrenarmo – Associação Cultural e Recreativa. Conheci uma associação nova em Leiria, logo ao lado do mimo – museu da imagem em movimento. Conheci a escrita de Clara Antunes, Maria Mafalda Graça e Clara Paulo. Foi uma sessão de mulheres apesar do vencedor ser um homem, Francisco Azevedo. Foi uma sessão bem portuguesa, apesar de África estar presente o tempo todo.
Depois outros compromissos afastaram-me do Poetry Slam Leiria por uns tempos.
Voltei agora, no 4º Poetry Slam, nos Lourais. Entrar em casa de pessoas desconhecidas é sempre estranho, mas os anfitriões (Zaida Paiva Nunes e António Nunes) fizeram-me sentir bem-vinda. Quando vi o elenco de poetas tive quase vontade de desistir de dizer os poemas. Mas porque estar no palco é uma oportunidade que nunca devemos desperdiçar, avancei. Penso que de todos, esse Poetry Slam foi aquele em que mais me envolvi.
Portanto, depois de participar num Workshop, uma sessão de divulgação e dois concursos de Poetry Slam, esses poemas em batida, sinto-me uma aprendiz de poetisa, com muito ainda para viver e escrever antes de ser uma poetisa encartada. Como referi ao longo do texto, pessoas inspiradoras no Poetry Slam Leiria não faltam.

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Escrito em 01/09/2017

Revisão do texto de Carla Veríssimo

Fotografia de António Nunes

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