Leituras: Doris Lessing e o eterno feminino

Escolhi ler Doris Lessing, de quem já tinha ouvido falar mas da qual ainda não tinha lido nada. Acabei por ler três livros cujas principais protagonistas são mulheres.
Comecei por ler A boa terrorista, um romance centrado em Alice, uma militante comunista desempregada de cerca de 40 anos, e na forma como ela é explorada pelos seus camaradas. Mas Alice não é unidimensional, é um misto de rapariga certinha e menina má.
Depois li Os diários de Jane Somers, que foi uma tentativa da autora escrever sobre pseudónimo. Estes são os diários de Jane Somers, uma jornalista viúva e na meia-idade (40 anos??) e das suas “aventuras” que levam a algum crescimento pessoal. São escritos na primeira pessoa e muito fáceis de ler.
Por fim li A Erva Canta, que procura explicar porque Mary Turner, uma pessoa sem noção de quem era, do que queria ou do mundo em que vivia, casa-se e passado anos de pobreza é assassinada por um empregado negro. A acção passa-se na Rodésia da década de 1960, sob um regime racista de apartheid. É um livro fácil de ler mas desde o inicio tem uma atmosfera deprimente e decadente.

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