Três Momentos, Três Palavras-Chave (Abril 2015)

18446560_10155153536441605_5099230473708742766_n

Boa noite,
Tenho 37 anos. Sou a mais velha de dois irmãos.
Nasci nos finais da década de 1970, depois do 25 de Abril. Os médicos de Leiria achavam que era muito cedo para eu nascer nesse dia, por isso os meus pais foram até à Marinha Grande. Aí não havia médico. Tiveram de ir até à Nazaré, ao Hospital da Confraria. E acabei por nascer aí, às 6h da manhã… do dia seguinte!
Os meus hobbies são ler, escrever, estar na internet e fazer caminhadas. Estou aqui nos Toastmasters para melhorar a forma como falo em público. Este é um passo importante na realização dos meus sonhos…
Hoje vou contar-vos a minha história, que se resume em três palavras-chave…
Estudei em Leiria até ao 12º ano. Nesse ano concorri para a universidade mas não entrei. Surgiu a oportunidade e fui para Lisboa tirar um curso profissional de Técnico de Biblioteca. Saí de Leiria com 17 anos.
“Biblioteca” é a primeira palavra-chave… Gostei de Lisboa, até teria ficado por lá… Mas apareceu um concurso para vir trabalhar em Leiria e eu concorri e fiquei.Todo o curso profissional foi marcante e fez-me ver que onde eu queria mesmo era trabalhar numa Biblioteca Pública, local onde pode entrar qualquer pessoa e estar a ler à vontade. A Biblioteca Pública é um espaço que recebe pessoas dos 0 (zero) aos 100 (cem), do nascimento à morte!
Comecei a trabalhar aos 20 anos e os primeiros anos foram inesquecíveis! Depois de uns meses a trabalhar em Leiria, o concurso foi anulado. Mas eu, como tinha concorrido também para Pombal e vários pontos do país, não desanimei. Passado pouco tempo entrei em Pombal e lá fiquei 8 meses. Voltei trabalhar em Leiria em 1999, onde entrei para o quadro. Já estava com saudades da cidade e da biblioteca!
Quando tinha 25 anos decidi ir tirar um curso superior. Entrei na ESECS de Leiria, no Curso de Comunicação Social.
Ser trabalhadora-estudante era complicado, mas eu adorei mergulhar no mundo da comunicação social! Por outro lado, eu e o meus colegas achávamos que o curso demasiado teórico. Por isso juntá-mo-nos e fundámos o Akadémicos, um jornal fotocopiado para praticarmos jornalismo. Era a forma de protestar contra a situação do curso!
“Akadémicos” é a segunda palavra-chave…
Eu fui a chefe de redação nos dois primeiros números e muita coisa correu mal. Foi uma experiência de liderança que trouxe lições para a vida!
Depois destes dois números, a escola interessou-se pelo projecto e ele tornou-se no que é hoje: um suplemento publicado mensalmente num semanário de Leiria (actualmente no Região de Leiria).
Quando acabei este curso estive alguns anos só a trabalhar e voltei a estudar em 2012, desta vez um mestrado em Ciências da Informação e Documentação (ou seja, Bibliotecas e Arquivos). O curso foi uma boa actualização profissional. O mestrado era em Lisboa. Durante a parte curricular convivia com colegas e sentia-me ajudada, apesar de não ir a todas as aulas. Mas durante a tese, que se seguiu, senti-me muito sozinha: só eu e dois orientadores! Fazer a tese foi um desafio já superado!
2014 foi um ano de mudanças.
Daí “Fátima” ser a última palavra-chave. Ou será a primeira?

Numero-Tres
Entreguei e defendi a minha tese de mestrado. Um amigo meu, que conhecia à pouco tempo, morreu com 38 ou 39 anos. Tão novo! Na mesma semana, em Novembro de 2014, fiz um treino com programação neuro-linguística. Isso fez-me relembrar coisas esquecidas acerca de mim. E aprender outras! Percebi que uma das coisas que eu queria era melhorar as minhas capacidades de falar em público…
Há ainda muita “Fátima” para descobrir, o caminho apenas agora começou…
Os meus sonhos são melhorar um pouco o mundo, escrever um ou vários livros e… (pergunta-me).
Muito Obrigada!

Fátima C. O.

Anúncios