Coisas Giras de Portugal em 2012 (67)

«A taxa de desemprego em Portugal subiu para 15,9 por cento em agosto, acima dos 15,7% de julho.
Já na Zona Euro e na União Europeia a taxa chegou aos 11,4% e 10,5%, respetivamente.
De acordo com os dados do gabinete de estatísticas da UE, Portugal continua a ser o terceiro país com uma taxa de desemprego mais elevada. Pior só Espanha (25,1%) e Grécia (24,4% valor referente a junho).
Estes números mostram que, no espaço de um ano, a taxa de desemprego em Portugal subiu de 12,7% para 15,9%, o terceiro maior crescimento registado entre os Estados-membros.
Comparando agosto deste ano com o mesmo mês do ano passado, a taxa de desemprego na Zona Euro subiu de 10,2% para 11,4%, enquanto no conjunto da União Europeia avançou de 9,7% para 10,5%.

Taxa entre jovens recua ligeiramente em termos mensais
Entre os jovens (com menos de 25 anos), Portugal registou um recuo, em termos mensais, com a taxa a passar de 36,4% em julho para 35,9% em agosto. No entanto, na comparação anual, registou um aumento, tendo subido de 30,3 por cento para 35,9 por cento.
Mesmo assim, o país continua a registar a terceira taxa de desemprego jovem mais elevada entre os países sobre os quais há dados disponíveis (depois da Grécia, com 55,4%, e de Espanha, 52,9%), muito superior à média da zona euro (22,8%) e da União Europeia (22,7%).
De acordo com as estimativas do Eurostat citadas pela Lusa, em agosto, existiam 25,466 milhões de pessoas desempregadas na União a 27, das quais 18,196 milhões na Zona Euro.
Em comparação com julho deste ano, o número de desempregados aumentou em 49.000 na União Europeia e em 34.000 na Zona Euro.
Em relação a agosto do ano passado, o crescimento foi de 2,170 milhões no conjunto da União e de 2,144 milhões na Zona Euro.
O Eurostat calcula mensalmente uma taxa harmonizada de desemprego para todos os países da UE. Esta taxa utiliza uma metodologia comum a todos os 27 para permitir comparações. Os resultados do Eurostat não são necessariamente iguais aos obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística.»

TVI24 / CPS (01/10/2012) (1)

«(…) “Nós, Comissão, já demos a nossa aprovação a medidas alternativas que  foram apresentadas pelo Governo”, disse Durão Barroso, à margem da cerimónia  de atribuição do Prémio de Inovação Europa Social em memória de Diogo Vasconcelos,  ao ser questionado sobre o recuo do Governo face à TSU e à análise da Moody’s,  que considera que o abandono das alterações à TSU pode ser negativo para  a imagem externa de Portugal.

O líder da CE considerou que o programa apresentado “é essencial para  que Portugal possa continuar a dispor de financiamento”, frisando ser também  indispensável para os portugueses “um certo consenso à volta de um programa  que deve ser respeitado”.

“Estou absolutamente esperançado que os governos da zona euro vão seguir  a recomendação da Comissão, que é a de libertar a tranche para Portugal,  já no próximo dia 08 de outubro”, ou seja, “não vai haver entrave por causa  daquilo que foi em Portugal a alteração de uma das medidas apresentadas  pelo Governo”.

Sobre se podia concretizar as medidas alternativas, Durão Barroso sublinhou  que compete ao Governo a divulgação concreta das mesmas.

“O Governo estará talvez à espera da aprovação pelos seus parceiros  das medidas que podem garantir os objetivos da consolidação orçamental.  Nós, Comissão, estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para garantir  que estas reformas se façam da forma mais harmoniosa possível”, disse.

Durão Barroso lembrou que as dificuldades que Portugal está a passar  são o resultado de desequilíbrios acumulados, designadamente de dívida pública  que foi acumulada ao longo dos últimos anos e que “é pura e simplesmente  insustentável se não forem tomadas medidas por definição muito difíceis”.

“Por isso, é que Portugal foi o primeiro país, com um programa, a ver  garantida por parte da Comissão Europeia a possibilidade de rever os objetivos  orçamentais para este ano e para os próximos anos. Isto por causa do percurso  bastante positivo levado a cabo por Portugal em termos de contenção”, reforçou.

O presidente da CE frisou que este não é um problema só de Portugal,  destacando o caso da vizinha Espanha e de França, “um país que não tem a  mesma pressão dos mercados”, mas que apresentou recentemente “um orçamento  extremamente rigoroso e exigente”.

Durante a atribuição do Prémio de Inovação Europa Social em memória  de Diogo Vasconcelos, Durão Barroso aproveitou para dizer que ao nível do  financiamento o programa quadro de investigação tem aumentado o apoio à  inovação social. (…)»

SIC Notícias (01/10/2012) (2)

(1) No sítio da TVI24.

(2) Com Lusa.

Fonte da Imagem: Dissidente-X.

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