Coisas Giras de Portugal em 2012 (57)

«A Federação Nacional de Professores (FNE) disse hoje que “há momentos em que a largura de banda revela-se insuficiente”, o que impede os professores de submeterem a manifestação das suas preferências para o ano letivo de 2012/1013.

Em declarações à agência Lusa, João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, explicou que, devido ao elevado número de professores a aceder ao mesmo tempo aos serviços da Direção Geral da Administração Escolar (DGAE) para manifestar as suas preferências para o próximo ano letivo, a largura de banda é “insuficiente” quando este número atinge picos.

“Há uma largura de banda para que um dado número de candidatos possa simultaneamente manifestar as suas preferências e (…) há momentos em que a largura de banda se tem revelado insuficiente, o que significa que o sistema não aceita a submissão de candidaturas”, explicou João Dias da Silva.»

Lusa (26/04/2012) (1)

«(…) É comum que os “sistemas” não funcionem e até cansa. As lideranças nas sociedades actuais não são para info-excluídos: dos ministros aos directores gerais e passando pela gestão das escolas. Não se exige que a chefia construa as soluções informáticas (isso seria o ideal), mas é determinante que perceba os caminhos a percorrer e que analise e decida no sentido da depuração entre o essencial e o acessório. As queixas com o software de outsourcing (uma negociata tipo PPP que se tem aproveitado deste estado de pré-bancarrota) são fundadas e explicam-se com argumentos deste universo.

As faltas de banda larga são aparentadas das chico-espertices e arrumam-se como avarias do sistema. A intenção é uma: que se mantenham os mesmos donos do poder numa rotação de ministros que não fogem ao perfil. Andamos nisto há décadas (como o tempo passa), com figurantes renascidos, pujantes, premiados ou nomeados e em intensa reprodução de situacionismos.»

Paulo Guilherme Trilho Prudêncio (27/07/2012) (2)

(1) Notícia reproduzida no sítio da SIC Notícias.

(2) Blogue Correntes.

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