Angela Merkel, a guru da terapia de choque e do neo-colonialismo na União Europeia desde 2005

Angela Merkel, declarações de 2012…

«Merkel quer uma maior consolidação da união política e fiscal na União Europeia. Numa emissão televisiva do canal público alemão, ARD, a chanceler deixou o seu apelo, no sentido que no próximo encontro dos chefes de estado europeus, a realizar no dia 28 e 29 deste mês, em Bruxelas, se possa estabelecer um plano assente nestes critérios.

Durante a emissão televisiva do canal público alemão, ARD, a chanceler alemã fez ecoar os seus desejos, quanto à União Europeia, “Necessitamos não só de uma união monetária, mas também de uma união fiscal, de uma política orçamental comum”, no sentido que sejam dados avanços, já na próxima cimeira europeia no final deste mês, a 28 e 29, em Bruxelas.

Relativamente à crise das dívidas soberanas da Zona Euro, Merkel pensa que a “consolidação e o crescimento são duas faces da mesma moeda”. Neste sentido, a chefe do governo alemão defende que o pacto fiscal seja sustentado por medidas com vista ao crescimento e criação de emprego nos países em crise.

Angela Merkel pretende a criação de um plano de crescimento para os países mais afetados da Zona Euro, seguindo o modelo alemão, sendo um deles Portugal.»

Ana Carreira (07/05/2012) (1)

«A chanceler Angela Merkel defendeu esta quinta-feira “mais Europa”, reforçando “a união monetária, mas também a união orçamental e de uma política económica comum”. “Mais Europa, não menos”, sublinhou em entrevista à ARD, a televisão pública alemã.

Merkel admitiu ainda que maior integração em algumas regiões, como nos países do euro, leva a uma Europa a duas velocidades.

“Já temos essa realidade em algumas zonas da Europa – como na área do Euro e nos países que aderiram ao acordo de Schengen”. Essa Europa a duas velocidades, que já é um facto, admitiu, não impede, contudo, que todos os membros possam querer integrar a união, no que respeita, por exemplo, ao pacto orçamental, do qual ficaram excluídos Reino Unido e Dinamarca. (…)»

Agência Financeira (07/06/2012)

«Diga lá senhora Merkel de que União Política está a falar? De uma União em que o poder executivo emana de um “consenso” intergovernamental condicionado pelo peso do Governo de um só país (o seu naturalmente), ou de uma União em que o governo resulta do confronto político de projetos para a Europa e do sufrágio universal dos europeus? É que a democracia faz toda a diferença, embora eu não lhe tenha ouvido uma única palavra sobre o assunto.

Alguns dizem que a União Política será o produto de uma situação de extrema necessidade, de um caos eminente que obrigaria os governos europeus a dar o salto para a união política por muito que isso lhes custasse. Será? Será que a cimeira do fim do mês se prepara para saltos que podem ser mortais, sem que os governos deem cavaco a ninguém, sem que se discutam as instituições democráticas em que a legitimidade de uma União teria de se fundar? Onde está o mandato do Governo português para se envolver nestas cavalarias? »

José M. Castro Caldas (07/05/2012) (2)

«(…) Quando Merkel reclama mais união política e fiscal no fundo o que está a dizer é que as regras ditadas pela Alemanha devem aplicar-se a todos os países que fazem parte da zona euro. Ela não tem uma única palavra nem apresenta qualquer proposta no sentido de assegurar maior democraticidade às decisões da União Europeia. Merkel sempre se sentiu confortável com o pseudo-directório que constituiu com Sarkozy no qual ela gizava as grandes diretrizes de política económica e financeira, deixando a Sarkozy o encargo de as defender e explicar. Por outro lado, a ameaça que decorre das suas palavras também só pode ser entendida numa perspectiva anti-democrática. Quem não quiser mais integração, deverá abandonar a zona euro, contanto que se mantenha no mercado único. Por outras palavras, quem não aceitar mais integração pode sair da União Monetária desde que mantenha as fronteiras abertas para a entrada dos produtos alemães. (…)»

J. M. Correia Pinto (08/06/2012) (3)

(1) PT Jornal.

(2) Blogue Ladrões de Bicicletas.

(3) Blogue Politeia.

Fonte da Imagem: Toonpool (cartune de Tónio).

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