Coisas Giras de Portugal em 2012 (17)

«O líder do CDS-PP, Paulo Portas, acusou hoje, sexta-feira, o primeiro ministro de “sistematicamente iludir” os portugueses, afirmando que a evolução da dívida pública teve um custo de 1528 milhões de euros em três meses.

“O senhor não prevê, ilude. Governar é saber antecipar, o senhor não antecipa, reage”, acusou Paulo Portas, afirmando que a “falta de previsão” sobre a evolução da dívida pública teve “um custo” de 1528 milhões de euros em três meses.

Paulo Portas afirmou que em Junho, “a dívida pública portuguesa a dez anos tinha uma taxa de 4,3 por cento” que passou para 6,25 por cento em Setembro”.

“Vai ver que o custo de não ter reconhecido a realidade, de não ter adesão aos factos e de estar sistematicamente a querer iludir o país e o custo de não tomar decisões é não apenas apresentar planos mais duros como uma factura ao contribuinte que aumentou em três meses 1528 milhões de euros”, afirmou Paulo Portas.

Na resposta, o primeiro-ministro considerou que “é fácil ser treinador de segunda feira”, questionando Paulo Portas se antecipou “uma reacção genérica dos mercados desconfiando das economias europeias para pagar as dívidas” e apesar disso propôs “baixar os impostos” e “aumentar as despesas sociais”. (…)»

Jornal de Notícias (15/10/2010)

«Em declarações aos jornalistas, durante a cerimónia de inauguração da nova sede do CDS-PP na ilha do Faial, nos Açores, Paulo Portas adiantou que “ou Portugal honra a sua palavra”, ou então “fica igual à Grécia”.

No seu entender, “ou Portugal quer ser Portugal, um caso específico, um país que honra a sua palavra”, consegue cumprir as metas financeiras a que se propôs e recupera a sua “autonomia”, ou pensa em “reestruturar ou renegociar a dívida” e vai “direitinho para a parede, ou dito de maneira mais clara, fica igual à Grécia”.

Para Paulo Portas, “a conversa do não pagamos, reestruturamos e renegociamos”, poderá originar situações de “prédios incendiados, carros destruídos, parlamentos cercados, uma sociedade completamente dividida e um país desmotivado”, como acontece na Grécia.

Na sua opinião, os portugueses serão “capazes” de dar a volta a este período de crise e de seguir em frente, cumprindo os seus compromissos. (…)»

Lusa (26/02/2012) (1)

Comentarium: Para memória futura.

(1) Reproduzido no Público Online.

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