Coisas Giras de Portugal em 2012 (1)

«O Governo terá de nomear no próximo ano 16 administrações de empresas públicas e do sector empresarial do Estado, cujos mandatos terminam em 2011 ou no início de 2012.

A composição dos conselhos de administração deve ser conhecida entre Março e final de Maio, altura em que decorrem as assembleias gerais anuais, cumprindo o Código das Sociedades Comerciais.

No sector dos transportes, são sete as administrações que têm de ser nomeadas.

Na Transtejo e no Metro do Porto, os mandatos das administrações lideradas por João Pintassilgo e Ricardo Fonseca, respectivamente, terminaram em 2010.

Também no ano passado, Guilhermino Rodrigues terminou mais um mandato na presidência da ANA — Aeroportos de Portugal, gestora dos aeroportos nacionais, e da ANAM – Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira.

Este ano, chegam ao fim os mandatos de Silva Rodrigues, presidente da Carris, bem como o do presidente da Refer, Filipe Pardal.

Quem também termina este ano o mandato é Fernanda Meneses, presidente da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP).

No último dia deste ano, chega também ao fim do mandato do presidente executivo da TAP, Fernando Pinto, que está na liderança da companhia aérea desde 2000. O gestor já se mostrou disponível para ficar na TAP até o processo de privatização da companhia aérea, previsto para 2012, estar concluído.

Em 2012, chegam ao fim os mandatos das administrações da CP, liderada por José Benoliel, e do Metropolitano de Lisboa, presidida por Cardoso dos Reis.

No sector dos portos são cinco as administrações que continuam à espera que o Governo nomeie órgãos sociais.

No Porto de Aveiro, o mandato de José Luís de Azevedo Cacho terminou no final do ano passado.

Na mesma altura, chegaram também ao fim os mandatos dos presidentes dos conselhos de administração dos portos de Leixões, Matos Fernandes, e do Porto de Setúbal e Sesimbra, Carlos Gouveia Lopes.

Em Sines, Lídia Sequeira que tomou posse como presidente do conselho de administração em 2005, também viu o seu mandato terminar no ano passado.

No porto de Lisboa, a administração liderada por Natércia, que substituiu Manuel Frasquilho (que renunciou em Junho de 2009), também terminou o mandato em 2010.

No sector dos media, o presidente da agência noticiosa Lusa, Afonso Camões, termina o mandato no final deste ano, exercendo a sua actividade até à assembleia geral.

Caberá ao Governo decidir se reconduz no cargo, à semelhança do que aconteceu com o presidente da RTP, Guilherme Costa, ou se nomeia novo administrador.

Noutros sector empresariais do estado destaque para a Estradas de Portugal, depois da renúncia de Almerindo Marques, a 30 de Abril deste ano, mantém-se três administradores – Rui Nelson Ferreira Dinis, José Castel-Branco e Ana Tomaz -, cujo mandato termina em 2012.

Na Docapesca, a presidência de Adelaide Rocha à frente do organismo, que assumiu a 29 de Abril de 2008, chega ao fim, pelo que o Governo também tem de tomar uma decisão.

Outra das nomeações em carteira é para a presidência dos CTT. Em Setembro de 2010, o antigo presidente dos correios Estanislau Mata da Costa anunciou a saída da empresa, alegando razões do “foro pessoal e familiar”. Desde essa altura que os CTT não têm formalmente presidente, sendo a empresa representada pelo vice-presidente Pedro Coelho. Dos iniciais cinco membros do conselho de administração dos CTT, actualmente só restam três.

Já na Parpública, empresa que gere as participações do Estado, Joaquim Reis foi anunciado como presidente em Março do ano passado, num mandato que tem a duração de três anos e é renovável.

Este mês, a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território anunciou que Afonso Lobato de Faria seria o novo presidente da Águas de Portugal, substituindo no cargo Pedro Serra.

Na Empordef, Vicente Ferreira foi nomeado a 12 de Agosto deste ano, por um período de três anos, presidente da empresa, holding das indústrias de Defesa, pelo ministro da tutela, José Pedro Aguiar-Branco.

Em relação à Parque Escolar, João Sintra Nunes assumiu a presidência em Abril de 2010, num mandato de três anos.

Por sua vez, Pedro Reis assumiu a presidência da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal a 2 de Dezembro, seis meses depois do antecessor Basílio Horta ter renunciado ao cargo. Neste período de meio ano, a agência esteve sem presidente.»

Dinheiro Vivo (31/12/2012)

«(…) “Dado o preço de mercado [da eléctrica] agora, acho que foi barato”, admitiu Cao Guangjing na conferência de imprensa realizada após a assinatura do contrato de compra da EDP com o Governo.

Questionado pelos jornalistas sobre o futuro de António Mexia à frente dos destinos da companhia, o responsável pela CTG explicou que “[a sua recondução] ainda tem de ser discutida com o Governo e com os outros accionistas.

Sobre o alargamento da posição chinesa na EDP, o responsável foi parco em palavras, adiantando apenas que o acordo assinado com o Executivo só prevê a compra de acções da EDP Renováveis.

Os rostos da Three Gorges confirmaram também que a compra da eléctrica portuguesa “é uma montra para outras empresas chinesas interessadas em investir no país”.

“Alguns bancos chineses prontificaram-se a apoiar financeiramente esta operação [compra da EDP] e mostraram-se interessados em aprofundar a sua ligação com Portugal”, disse o vice-presidente executivo da CTG, Lin Chuxue.

Adensam-se os rumores do interesse de instituições financeiras chinesas no BCP, que viu os seus títulos subirem fortemente na sessão desta sexta-feira. (…)»

Correio da Manhã (30/12/2011)

Comentarium: Notícias para se começar mal 2012…

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