Para que conste 11

– Nuno Crato revelou-se um grande adepto da teoria do caos – ou será antes da liberdade negativa à maneira de Isaiah Berlin? Se não fosse a máquina chamada Ministério de Educação, que ele quer reduzir, não haveria ano lectivo a começar entre dia 8 e 15 de Setembro (como o ministro decidiu).
– O juiz José Mouraz Lopes, que lançou esta semana um livro sobre a questão da corrupção relacionada com as parcerias público-privadas, disse, em entrevista ao jornal I (conduzida por Andreia Vale, publicada em 13/07/2011) que estranha o facto da troika não ter falado de corrupção. Pois eu estranharia se tivesse falado.

– Miguel Esteves Cardoso (Público, 12/07/2011):

«Fica mal mas tem de ser. Às vezes, por muito que convenha e procure não fazê-lo, é preciso beijar a mão que nos dá de comer. No meu caso, o Público. Bem que tenho desabafado, em particular, sobre a minha crescente fascinação pelo jornal em que tenho a sorte de constar.

Com as novas edições de Domingo, como a do Público de anteontem, tenho de tornar pública a minha declaração de amor. È que não sou só eu. Os leitores do Público são uma seita inteligente. Sem nos conhecermos formalmente, falamos, discordamos e discutimos uns com os outros, zumbindo sobre os assuntos do dia que ameaçam tornar-se eternos. (…).

Entre o autoelogio, o grupie de desconhecidos à sua volta (mas que ele não quer conhecer)  e a promoção do local de trabalho estaremos perante uma nova forma de relações públicas ou apenas mais um caso de corrupção? Lembrar que Miguel Esteves Cardoso conduz semanalmente um inquérito cujo objectivo principal é dar a conhecer ao mundo os entrevistados, na última página da Pública.

– Venho constatando que Portugal é uma pequena aldeia de província onde toda a gente é prima de toda a gente. Isso é um dos factores para que não haja uma oposição credível a qualquer governo. E potencia a corrupção (mas não a desculpa!).

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