Votar ou calar, os novos caminhos da “democracia”

«Na grave situação económica e social em que o País se encontra, é um dever de todos os cidadãos manifestarem a sua vontade e dizerem quem deve assumir a responsabilidade de governar Portugal nos próximos 4 anos.
Quem não votar perde legitimidade para depois criticar as políticas do Governo. Abster-se de votar é demitir-se do seu próprio futuro.»

Cavaco Silva (1)

Comentarium: Primeiro impõe-se o recurso à “ajuda externa” como único caminho possível. Desta ajuda nascem várias versões de memorandos com metas em quase todas as àreas, a cumprir. Como forma de pressão, os primeiros milhões da ajuda vêem antes mesmo da data das eleições, directamente para os bancos. E chama-se a isso democracia. Depois, faz-se chantagem: quem não for votar tem de se calar. E continua a chamar-se a isto democracia.

Recordando Raoul Vaneigen: «Sabemos perfeitamente como o cretinismo quantitativo sabe reivindicar-se da democracia para a esmagar sob as piores ditaduras ou para fazer dela a coutada dos intelectuais. Ela levou ao poder o nazismo, o fascismo, o estalinismo, o integrismo, a corrupção política e esse parlamentarismo tão ignorante da vida, que pretende alimentá-la com o feno da democracia e a protecção mafiosa. Basta fazer engolir sapos aos homens e aos povos, para que eles defequem víboras».

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(1) No Facebook.

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