Citações para Memória Futura (19)

«O primeiro-ministro, José Sócrates, o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, e o ex-ministro socialista Armando Vara são testemunhas que o ex-reitor da Universidade Independente (UNI) Luís Arouca pretende que sejam ouvidas no julgamento do caso UNI.

Em declarações à Agência Lusa, Vítor Parente Ribeiro, advogado do ex-reitor, esclareceu que ao terem sido arroladas testemunhas como Sócrates, Alberto João Jardim (professor convidado), Armando Vara, a apresentadora de televisão Júlia Pinheiro e António Morais (professor de Sócrates na UNI), a defesa de Luís Arouca pretendeu apenas “demonstrar que por aquela faculdade passaram alunos ilustres” que representam Portugal em várias áreas, incluindo a governação.

O causídico explicou que pretende, com a apresentação destes ex-alunos e professores “ilustres” da UNI, contrariar a acusação do Ministério Público (MP) de que a “Universidade foi criada para a prática de crimes” e que, por isso, se estaria perante uma “associação criminosa”, crime de que Luís Arouca, o ex-vice-reitor Rui Verde e o acionista Amadeu Lima de Carvalho estão pronunciados, entre outros ilícitos.»

Lusa (31/05/2011) (1)

«‘Sound bytes’ à parte, o acordo que Portugal firmou com a ‘troika’, em troca de 78 mil milhões de euros de apoio financeiro, não desaparece de cena. O tema já não são as diferenças entre a versão preliminar e a final do acordo com a ‘troika’, mas a preocupação de evitar que o país siga o mesmo caminho que a Grécia e a Irlanda.

Na dramatização sobre a escolha dos portugueses, o líder do PSD retomou os avisos à “tragédia” que poderá acontecer na Grécia, que pouco mais de um ano depois de pedir ajuda externa, poderá não estar em condições de cumprir aquilo que acordou e sublinhou que o país não pode correr riscos a este nível. Num almoço-convívio em Ponte de Lima, Pedro Passos Coelho fez questão de afirmar que o PSD é o partido que está em condições de cumprir o plano de ‘troika’. “Com a legitimidade que a vitória nas eleições me dará, poderei cumprir todos os prazos”, garantiu Passos.

Uma afirmação que ganha força com os resultados das sondagens ontem conhecidos que voltam a dar vantagem ao PSD. Sondagem que Sócrates não comenta: “A grande sondagem vão ser as eleições”, descarta, frisando em declarações à RTP que o PS é um partido “moderado, responsável e realista”.

José Sócrates garantiu também que vai “cumprir o acordo com a ‘troika’, mas não ir mais longe”. “Os que pedem mais sacrifícios estão a cometer uma imprudência”, atirou, reorientando o discurso para a defesa do Estado Social que, aliás, marcou o seu dia de campanha: “O SNS vai a votos a 5 de Junho, a escola pública vai a votos a 5 de Junho, a Segurança Social pública vai a votos a 5 de Junho”. Passos rejeitou, uma vez mais a acusação e reagiu: “Quem tem estado a fazer mal a Portugal? Não somos nós”.»

Mónica Silvares (31/05/2011) (2)

«”José Sócrates fala como especialista do estado social mas tem 700 mil desempregados na sua responsabilidade, tem decisões a tomar em relação aos desempregados e às pensões mais baixas que me lembram muitas vezes a famosa frase de Mário Soares quando disse que tinha que pôr o socialismo na gaveta”, considerou.

No entanto, diz Carrilho, “se Mário Soares teve de pôr o socialismo na gaveta, José Sócrates deitou-o para o caixote de lixo. Esse é que é o balanço disto tudo”, acrescentou.»

Diário Económico (25/05/2011)

(1) Publicado no Expresso Online.

(2) Diário Económico.

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