Citações para Memória Futura (2)

«O líder do PSD lançou, hoje, o repto ao primeiro-ministro de pedir caso o Governo não “tenha condições” para assegurar os compromissos de pagamento ao exterior nos próximos dois meses.

“Só o Governo está em condições de dizer se tem ou não meios para assegurar os compromissos do país para com o exterior. Se para remover o risco do país entrar em incumprimento, não deixarei de apoiar um empréstimo intercalar junto das instâncias internacionais”, frisou hoje Passos Coelho.

Numa intervenção em tom de pré-campanha eleitoral, o líder da oposição justificou uma vez mais o chumbo do PEC 4, alegando que as medidas apresentadas não iam suficientemente longe para resolver a dramática situação do país.

Pedro Passos Coelho sustenta que não é penalizando mais as famílias e as empresas que Portugal resolve os problemas financeiros, razão pela qual recorrerá, sem preconceitos de orgulho ferido, à ajuda do FMI se for necessário.

Durante a sua intervenção hoje, no Porto, o líder do PSD acusou Sócrates de agir de forma bipolar, ao dizer num dia que o país não necessita de ajuda externa e, no dia seguinte, o Ministro das Finanças afirmar “ter dúvidas”.

A concluir a sua intervenção, Passos Coelho alertou para a manobra “descarada” do PS em responsabilizar o PSD para um eventual corte no 13º mês e nas pensões, recusando “ficar refém de chantagens políticas”.

Para reabilitar o país, o líder do PSD comprometeu-se a ouvir a sociedade civil, e todas as ideias e propostas hoje anunciadas no decurso do debate “Mais Sociedade – Uma Visão para Portugal”. Deixou ainda no ar a possibilidade de alianças partidárias para as próximas eleições de 5 de Junho.

O projeto “Mais Sociedade” organizado por António Carrapatoso, chairman da Vodafone, contou com intervenções de João Lobo Antunes, mandatário das campanhas presidenciais de Jorge Sampaio e Cavaco Silva, do sociólogo Manuel Vila Verde Cabral, do historiador Rui Ramos, e do economista Vítor Bento.

Entre os presentes estive também o economista Daniel Bessa, a conquista mais visível de Passos da área do PS. No encontro participaram ainda a maioria dos autarcas sociais-democratas do Norte. Como já era esperado, Rui Rio fez-se notar pela ausência.»

Expresso (02/04/2011)

«Vai haver despedimentos no Estado?

Não, não, não. Ao contrário do que se diz, os funcionários públicos não são de mais. Estão é mal aproveitados. O PSD não tem intenção de despedir ninguém. É preciso é racionalizar a actividade do Estado. O PSD sempre defendeu programas de mobilidade e de racionalização. Porque há muitos serviços públicos que conheço que têm o dobro dos funcionários que precisam em Lisboa e um quinto em Bragança.

E haverá disponibilidade das pessoas para irem trabalhar para outro lado?

Não se pode dizer a um funcionário “você amanhã vai para Bragança e amanhe-se”. O que o Estado pode fazer é oferecer as condições: “tem três meses, vá pensando em casa”. Nós temos de racionalizar o Estado e mostrar aos funcionários que são úteis no lugar onde estão.»

Diogo Leite de Campos (1)

(1) Vice-presidente do PSD. Entrevista ao jornal I, 02/04/2011.

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