Anónimo luta pela pobreza e pelas privatizações (ironia)

Fonte: Indústrias Culturais.

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SMS do Dia

Meu Deus, Foi para Isto que Me Deste o Dia?

E no Fim de Semana, o que os Nossos Economistas Dirão deste Nosso Dia Produtivo Desperdiçado?

Estaremos Todos, Irremediavelmente, Condenados ao Pecado da Improdutividade e da Pobreza para Recebermos em Portugal O Teu Maior Pastor? Mas Ele Não Traz a Salvação?!

Um Certo “Público”

Quem abre o Público, à procura de notícias, tem sérias dúvidas se está num jornal. Todos os títulos, subtítulos e fotografias têm como primeiro objectivo entreter, só depois informar. Mas entreter quem? Depois de uma leitura sistemática de seis meses de jornal, através de um estudo empírico subjectivo, descobri que o público-alvo que o Público pretendeu atingir em 2009 foram os jornalistas que trabalhavam lá e os accionistas do mesmo. Espero que se tenham divertido todos muito!

Quem abre o Público, não tem um atlas à mão (ou um programa de localização geográfica através da Internet) e tem parcos conhecimentos de história fica algo confuso em termos geopolíticos. É que aparentemente só existe Portugal (este país atrasadíssimo em tudo, eternamente em crise, e onde ninguém fala de sexo desenfreadamente), os Estados Unidos e um conjunto de países que gravitam à volta dos Estados Unidos (nesse lote inclui-se toda a Europa), tanto geografica como politicamente. Raras vezes são mencionadas relações bilaterais entre países que não sejam da União Europeia. Quando são mencionadas, é porque existe uma intriga made in América para apimentar a insonsa vida local.

Quem lê o Público ficará informado medianamente sobre botânica, química, física, medicina, geologia, as artes plásticas e performativas. Digo medianamente, porque a qualidade dos artigos baixa todos os meses. Mesmo assim, ficará muito melhor informado do que sobre geopolítica.

Quem abre o Público, e eu vou continuar a abrir e a ler, tem a certeza que está a ler um jornal para um certo “público”.

Fonte da Imagem: Ecos Imprevistos.