Poesia e ritmo

A poesia é escrita não para ser dita, mas para ser pensada, degustada. No entanto, a há sempre uma relação com a oralidade: “porquê este verso termina aqui e não ali?”. Procura-se sempre casar o ritmo, mesmo na poesia mais visual – através de uma combinação de sons visuais procura-se transmitir uma mensagem (muito subjectiva tanto para o emissor/poeta como para o receptor/leitor). Daí a relação da poesia com a música.

Há excepção da poesia que chega pelo ouvido, combinada com a música para fazer canções, ou da poesia que foi transmitida oralmente seguindo moldes tradicionais (também chamada poesia etnográfica) a poesia é uma actividade que apenas interessa a um conjunto pequeníssimo de pessoas – uns milhares, se formos optimistas. De resto, ninguém tem motivação para deslindar escolhas (“porquê esta palavra e não outra?”), significados de frases e a (in)coerência de uma obra.

A propósito de: Serão Literário das Cortes de 12/12/2009 e de São Douradas as Cordas de Daniel Basílio (Textiverso, 2009).

Fonte da Imagem: O Livreiro Assassino.

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