Siga a moda, alugue um amigo

CIMG0024Fiel às minhas leituras cor-de-rosa, dei um dia destes com um exemplar da Happy, uma revista onde o português só aparece quando não se conhece palavra in inglesa equivalente. É uma revista que se dirige a mulheres anorécticas e sem cérebro, como a imagem do lado demonstra.

Mas como as revistas cor-de-rosa são uma fonte inesgotável de aprendizagem sobre relações interpessoais e não só, dei-me conta que este número da Happy é uma preciosidade a guardar para o futuro, por causa de uma reportagem: aquela que nos revela uma tendência norte-americana, já exportada para o Brasil e que esté já está a chegar à Europa. Trata-se do aluguer de amigos.

Na reportagem, são apresentados vários casos brasileiros em que um homem é contratado ao dia ou à hora para acompanhar mulheres. Trata-se de um serviço com direito a tudo: acompanhamento a festas ou danças de salão, arrumação de trastes dificeis, conversas de café sobre o tempo, etc. Tudo, menos sexo, porque estamos entre gente decente.

CIMG0025As alienadas que os procuram pagam um bom preço por estes serviços. Por isso são descritas pelos personal friends entrevistados nesta reportagem como pessoas “à frente no seu tempo”. Elas merecem esse tratamento diferenciado dos outros comuns mortais.

Portugal é um país onde estas inovações começam agora a ser divulgadas. Que escândalo! As pessoas limitam-se a ser amigos por interesse ou por ambição. Pensa-se apenas nos benefícios que a amizade pode causar para a ascensão profissional ou social. Ainda poucos pensam em ganhar dinheiro com a amizade.

A Propósito de: “Amigo aluga-se” de Carla Novo (Happy, nº 38, Abr. 2009).

Leituras Adicionais:

Amigo fiel, mas só por 50 minutos.

Sobre a solidão e a abjecta ganância dos nossos dias.

Fonte das Imagens: sabine

Última Actualização: 03/07/2011

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