Pelo Centenário de Charles Darwin – parte 2

Comentário de Sabine:

darwin_evolucao_2Este é apenas um excerto de um texto do escritor e viajante David Quammen publicado na National Geographic deste mês, intitulado “As primeiras pistas de Darwin”.

O autor começa por destacar a importância da evolução para biologia, pois foi esta teoria que permitiu estudar os seres vivos: as suas características e comportamento, a origem de espécies e indivíduos, e a forma como estes interagem uns com os outros e com o ambiente.

O que se pode constatar é que a porção de Terra explorada e conhecida em 1831 era metade da actual: desde meados do século XIX até à actualidade o homem explorou e contaminou praticamente toda a Terra. Diminuem cada dia o número de espécies animais e vegetais, bem como populações humanas, ainda imunes à mão do homem. É claro que esse conhecimento tem um lado positivo: foi ele que permitiu à ciência desenvolver-se. Mas o progresso não trouxe só vantagens… (linque).

A comprovação da teoria de Charles Darwin só foi possível graças a Gregor Mendel e aos seus discípulos: sem o avanço da genética a teoria da evolução seria apenas uma teoria entre outras.

Mas a teoria da evolução não é obra de um só homem… É preciso lembrar dos homens que ajudaram e influenciaram Charles Darwin:

– John Stevens Henslow, com quem estudou botânica e que foi quem o propôs ao capitão Robert FitzRoy para a viagem no Beagle;

Alexander von Humboldt, naturalista e explorador, de quem Charles Darwin leu os livros de viajens;

– Jean-Baptiste Lamarck, naturalista francês e um dos primeiros a popôr a transmutação das espécies;

John Gould, o ornitólogo a quem Darwin mostrou as amostras recolhidas nas Galápagos;

– Thomas Malthus, ecomista e demógrafo francês, de cujo livro Ensaio sobre o Principio da População, Darwin tirou a ideia da luta pela sobrevivência;

– Alfred Russel Wallace, naturalista que chegou à mesma conclusão que Charles Darwin praticamente na mesma altura e que o obrigou a adiantar a publicação do livro A Origem das Espécies.

Contra a teoria da evolução têm nascido recentemente teorias criacionistas, que defendem que uma ou mais identidades inteligentes estariam por detrás da origem de tudo. Estas teorias retomam alguns argumentos usados no tempo de Charles Darwin, outras vezes trazem ideias novas. Para mim, são tretas sem sentido, com resquícios de passado. E não representam sequer uma alternativa credível à teoria da evolução.

Infelizmente, o darwinismo fossilizou-se e contaminou todos os aspectos da vida humana, o que é perverso: foi incorporado em todas as ideologias existentes actualmente. Por exemplo, supõe-se que uma das fontes de inspiração de Karl Marx para a teoria da luta de classes, tenha provindo das leituras de Charles Darwin.Também não posso deixar de evocar aqui as toneladas de obras de gestão e auto-ajuda que evocam ou se inspiram no darwinismo

Fonte da Imagem: Blog Leituras Favre.

Leituras Adicionais:

Charles Darwin no Project Gutenberg

Darwin entre nós de Carlos Fiolhais;

Darwin: manusear com cuidado de Miguel Vale de Almeia;

Darwin (2) de Maria N.;

Parabens aos dois de Ludwig Krippahl.

Última Actualização: 21/02/2009

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