Este blogue vai parar por algum tempo.
As emissões de textos serão retomadas quando se justificar.
Entretanto, há que medir o mundo de outras formas.
Fonte da Imagem: Estado de S. Paulo.
Este blogue vai parar por algum tempo.
As emissões de textos serão retomadas quando se justificar.
Entretanto, há que medir o mundo de outras formas.
Fonte da Imagem: Estado de S. Paulo.
«(…) Então não é que o dito Duque ontem à noite, na SIC Notícias em debate com Pedro Adão e Silva, tem a distinta lata de nos dizer que vamos ter que nos habituar à perca de qualidade dos serviços públicos. Trocado por miúdos : ” se antes o cidadão estava na fila 3 horas, agora vai passar a estar o dobro ” (sic). E disse isto com aquele ar de rato de sacristia (que me perdoem os ratos), ou seja “o cidadão que se lixe”.
Mas não é este o mesmo Duque que, aqui atrasado, nos prometia o paraíso logo que o vilão que nos governava saisse de cena?
Prometiam-nos a melhoria dos serviços com a eliminação das gorduras afinal dão-nos:
- as creches enlatadas com colaboradores voluntários;
- os lares de idosos em camaratas e sem supervisão da qualidade das refeições;
- e agora o aumento do tempo de atendimento em tudo o que é serviço público. (…)»
Antonio P. (14/09/2011) (1)
«As escolas com falta de professores só poderão celebrar contratos mensais com os docentes que vierem ainda a contratar, confirmou ontem o Ministério da Educação e Ciência (MEC) em resposta a questões do PÚBLICO. Directores de escolas e agrupamentos pensaram que se tratava de um “erro” da plataforma informática, mas afinal é mais uma alteração nos procedimentos de colocação de professores. Nenhum foi informado previamente.»
Clara Viana (16/09/2011) (2)
«”…Não acredito que algum dos senhores deputados acredite que algum médico vai deixar de fazer aquilo que deve fazer por estar a ser pior pago…”, argumentou o Secretário de Estado Adjunto, Fernando Leal da Costa, referindo-se à redução de incentivos sobre os transplantes.
Independentemente do facto de os médicos terem de compreender e colaborar na superação da crise (como todos os portugueses) a argumentação do SEAS baseada num tipo de vocação (caritativa) de cariz eremita e filantrópico para um grupo profissional específico é enternecedora, vindo de parte de quem vem (de um médico!) e será, acima de tudo, reveladora de uma enorme hipocrisia política.
Na verdade, para um Governo (neoliberal) que tem demonstrado encarar o Estado Social através de frios números – “aparecendo” nesta área a cortar a eito – este chamamento aos deveres deontológicos profissionais mostra, tão somente, um incomensurável farisaísmo.
Acredite, Senhor Secretário de Estado, que os portugueses não se deixam enrolar por “teias pseudo-moralistas”.
É que, de há uns tempos a esta parte, não parámos de dar para este peditório (enquanto existem gritantes “imoralidades” como, p. ex., a não taxação pelo imposto extraordinário dos rendimentos sobre o capital e o BPN é “oferecido” à custa do sacrifício dos contribuintes…).»
Saúde SA (12/09/2011)
«O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, afirmou, na quinta-feira a noite, que há mais escolas para fechar, durante uma entrevista à RTP, a propósito da abertura do ano escolar.
Crato considerou o fecho de escolas uma “coisa importante”, anunciada “há muito” e justificada “por razões pedagógicas e racionalidade económica”.
Questionado sobre as prioridades na redução da despesa, respondeu que cortaria “em todo o lado, mas não no essencial”, especificando: “Não podemos continuar com este ritmo de investimento da Parque Escolar”.
A este propósito, esclareceu que os mencionados mil milhões de euros de endividamento da empresa respeitam a um empréstimo do Banco Europeu de Investimento e a dinheiros públicos nacionais e comunitários.
Crato lembrou que estão em curso auditorias para apurar se as prioridades e gestão de fundos foram as melhores, interrogando: “O que é prioritário? Não faz sentido que uma escola esteja excelente e ao lado esteja outra degradada”.
Outro ‘dossier’ em avaliação é o das ‘Novas Oportunidades’, com o ministro a dizer que “há coisas boas e más”, especificando que “foi-se longe de mais. Começou-se a oferecer diplomas”.»
Lusa (15/09/2011) (3)
(1) Blogue Fim de Semana Alucinante.
(2) Publico.
(3) Publicado no Diário de Noticias Online.