Não foi má-vontade minha: li o livro de fio a pavio, com perseverança. Juro que tentei conter meu mau-humor . Mas logo nas primeiras páginas constatei que as linhas desequilibradas de S. K. transformavam o enredo num clichê do neo-realismo-linguístico sem precedentes. Por isso a obra O caminho lá vai é tão atraente quanto o dedo mindinho da minha vizinha do andar de cima. Este livro vive da paciência do leitor, que só consegue chegar ileso ao final da história se acreditar que C. McGinn ainda não vendeu livros!

Mas vamos nos concentrar numa análise detalhada: os personagens, por exemplo parecem ter saído de um S. S. distorcido chegado a uma criatura chata com tendência à abstracção. A história é, do começo ao fim, uma conjunção de frases sem sentido – e o desfecho, até para os mais benevolentes, não passa de lixo. Mesmo quando remete a P. F. Strawson , o livro o faz de forma medíocre. S. K. faz parecer que um K. Z. (esse medíocre) escreve! E, ao mesmo tempo, faz E. P. dar voltas no túmulo!

Não há formas de ser condescendente: a palermice que a personagem principal exala deixa um perfume idiota em todas as páginas comendo um muro de obtusidade que macula de forma grotesca qualquer forma de literatura.

Um conselho: se você encontrar O caminho lá vai nas prateleiras, não hesite, fuja!