Sobre armas nucleares
08/10/2008
(Este blogue não é dependente da actualidade e por isso faz todo o sentido este postal)
Considero-me pacifista, mas só até determinado ponto. Admito a guerra, mas não sou das que suspiram por ela. A maioria das guerras apenas criou novos problemas, sem resolver os antigos. As minhas leituras passadas e recentes fizeram-me ganhar a convicção que nenhum país deveria ter armas nucleares. É certo que durante a Guerra Fria a existência de armas nucleares beneficiou a paz. Mas esta era (e é) uma paz armada, perigosa. Que permite todo o tipo de chantagens internacionais. Uma paz que me parece cada vez mais uma ilusão, neste mundo perigoso e intolerante. Por isso, a minha posição é a seguinte:
Nenhum país – seja muito democrático, pouco democrático, ditatorial ou assim-assim, deve possuir armas nucleares. Muito menos o Irão.



Logo a seguir à II Grande Guerra houve quem defendesse que a ONU devia ter um exercito próprio. Infelizmente o que tem acontecido é que os Capacetes Azuis ás vezes têm mandatos tão fracos que só podem contar os mortos.
O problema é que o Direito Internacional é muitas vezes ele próprio uma utopia.
“Infelizmente o que tem acontecido é que os Capacetes Azuis ás vezes têm mandatos tão fracos que só podem contar os mortos”.
Tens razão. Para além do mais falta à ONU alguma legislação interna para quando há abusos nos direitos humanos. Lê isto:
http://cafeturco.wordpress.com/2008/09/10/denial-of-justice-the-case-of-hasan-nuhanovic/
Penso que todos os países, incluindo os Estados Unidos, têm contribuido para uma ONU fraca. E depois a própria organização interna – a organização em si, independentemente dos estados que a compõe – não tem de lutado nada para mudar a situação, pelo contrário. Assim, vive-se na impunidade nas missões dos capacetes azuis da ONU.
“O problema é que o Direito Internacional é muitas vezes ele próprio uma utopia”
Demasiada gente tem feito tudo e mais alguma coisa para que ele passe a ser apenas uma utopia!
“Demasiada gente tem feito tudo e mais alguma coisa para que ele passe a ser apenas uma utopia!”
É isso mesmo o Direito Internacional não passa a existir só porque alguém se lembrou de escrever umas regras num papel, é preciso mais do que isso.